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30/09/2008 22:24h

Economia

Senado dos EUA vai votar plano de socorro na 4ª feira

O Senado americano votará na quarta-feira o plano do governo para socorrer o setor financeiro com US$ 700 bilhões. O texto será submetido a votação no final da tarde, quando os senadores retornarem do feriado do Ano Novo judeu.

O pacote de US$ 700 bilhões a ser votado incluirá um aumento no valor dos depósitos bancários segurados pelo FDIC (Federal Deposit Insurance Corp, um órgão governamental) para US$ 250 mil, contra US$ 100 mil previstos anteriormente.

Os candidatos à presidência dos EUA Barack Obama e John McCain voltarão a Washington na quarta-feira para participar de uma votação no Senado, disseram auxiliares de ambos nesta terça-feira.

McCain, senador republicano por Arizona, e Obama, senador democrata por Illinois, conclamaram os legisladores a reiniciar as negociações sobre o projeto de lei para salvar instituições financeiras, depois de a Câmara dos Deputados ter rejeitado o socorro na segunda-feira.

O líder da maioria Harry Reid, senador democrata por Nevada, recebeu um consenso unânime do Senado para marcar a votação sobre o pacote que, diz a Casa Branca, é necessário para evitar uma grande crise econômica.

Os principais líderes do Senado dos Estados Unidos pediram nesta terça-feira a restauração da unidade para levar em frente um plano contra a crise financeira como o que foi rejeitado na última segunda-feira na Câmara dos Representantes (deputados).

Reid e o líder da minoria, o republicano Mitch McConnell, fizeram um apelo para acabar com as acusações e iniciar a negociação de um plano.

A Câmara de Representantes rejeitou ontem o plano que os dois partidos negociaram durante o fim de semana e que teria permitido ao Tesouro contar com até US$ 700 bilhões para resgatar os bancos da crise financeira e devolver a normalidade aos mercados de crédito.

Nesta terça-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, instou também o Congresso a alcançar um acordo. Pois, declarou, se está diante de "um momento crítico" para a economia do país, o qual requer uma atuação "urgente", pois caso não se atue agora "a situação piora dia a dia".


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