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26/05/2008 23:08h

Ciência e Saúde

Seminário prepara mega campanha contra rubéola

O secretário estadual de Saúde, Assis Carvalho, fez a abertura, na manhã desta segunda-feira (26), no Rio Poty Hotel, do Seminário de Sensibilização e Divulgação da Campanha Nacional Contra a Rubéola, que vai definir as estratégias para a vacinação em massa que será realizada de 9 de agosto a 13 de setembro deste ano.

Assis Carvalho defendeu a realização de parcerias e garantiu todo o empenho do Governo do Estado para que a campanha alcance a meta de vacinar 100% da população piauiense entre 20 e 39 anos de idade. Somente em Teresina, a maior cidade do Piauí, a estimativa é de que sejam vacinadas 300 mil pessoas.

Segundo o secretário, a vacinação é o caminho mais eficiente para proteger a saúde da população e lembrou que hoje já existem 10 tipos de vacinas que imunizam as pessoas contra vários tipos de doenças.

Para Maria Salet Parise, técnica do Ministério da Saúde que veio a Teresina para participar do seminário, disse que o Brasil irá desenvolver uma mega campanha de vacinação contra a rubéola. “Será a maior campanha de vacinação do mundo”, garante.

A campanha faz parte do programa definido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) que definiu como meta para os países da América a eliminação da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita até 2010.

Segundo Maria Salet Parise, o Brasil avançou rapidamente na implantação de estratégias de vacinação contra a rubéola, mas ainda existem coortes de suscetíveis, tanto homens como mulheres.

Rubéola - A Rubéola ou Rubela é uma doença causada pelo vírus da rubéola e transmitida por via respiratória. É uma doença geralmente benigna, mas que pode causar má formações no embrião em mulheres grávidas.

A rubéola é um dos cinco exanemas (doenças com marcas vermelhas na pele) da infância. Os outros são o sarampo, a varicela, o eritema infeccioso e a roseola.

A transmissão é por contacto direto, secreções ou pelo ar. O vírus multiplica-se na faringe e nos orgãos linfáticos e depois dissemina-se pelo sangue para a pele. O período de incubação é de duas a três semanas.

A infecção, geralmente, tem evolução benigna e em metade dos casos não produz qualquer manifestação clínica. As manifestações mais comuns são febre baixa (até 38ºC), aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, manchas (máculas) cor-de-rosa cutâneas, inicialmente no rosto e que evoluem rapidamente em direção aos pés e em geral desaparecem em menos de cinco dias.

Outros sintomas são a vermelhidão (inflamação) dos olhos (sem perigo), dor muscular das articulações, de cabeça e dos testículos, pele seca e congestão nasal com espirros.

O vírus da rubéola só é realmente perigoso quando a infecção ocorre durante a gravidez, com invasão da placenta e infecção do embrião, especialmente durante os primeiros três meses de gestação. Nestas circunstâncias, a rubéola pode causar aborto, morte fetal, parto prematuro e mal-formações congênitas (cataratas, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita, microcefalia com retardo mental ou espinha bífida). Uma infecção nos primeiros três meses da gravidez pelo vírus da rubéola é suficiente para a indicação de aborto voluntário da gravidez.