Cidades
Segurança Alimentar na Comunidade atrai 500 pessoas
Mais de 500 pessoas, entre estudantes, expositores e moradores do Renascença I, participaram, nesta quarta-feira, 26, do Projeto Segurança Alimentar na Comunidade, realizado pela Coordenadoria Estadual de Segurança Alimentar (Fome Zero - PI). O objetivo do evento, que será levado a outras localidades, é popularizar os princípios e as políticas do setor através de atividades realizadas diretamente nas comunidades.
As atividades tiveram início às 8h30, na Unidade Escolar Fontes Ibiapina, com a realização de oficinas, palestras e serviços, como: avaliação nutricional, feira de produtos de grupos do bairro e atividades artísticas com o tema Segurança Alimentar. Nas oficinas foram passadas informações sobre culinária à base de produtos regionais e a implantação de pequenas hortas e canteiros em residências e até apartamentos. Os participantes também assistiram a uma palestra sobre participação popular e democracia.
"As ações na área da segurança alimentar precisam ser abordadas através de duas vertentes básicas: as informações nutricionais e de saúde e a questão dos direitos e cidadania. Ambas estão sendo contempladas neste projeto, que é o primeiro de uma série que ainda vamos realizar", disse a coordenadora estadual de Segurança Alimentar, Rosângela Sousa.
O projeto Segurança Alimentar na Comunidade também será realizado em outras cidades do Estado. A primeira a receber as atividades será Acauã, um dos municípios piloto do Programa Fome Zero.
Estudantes mostram como aproveitar alimentos
Os estudantes da Unidade Escolar Fontes Ibiapina participaram do evento apresentando alternativas para o aproveitamento de alimentos, a maioria utilizando cascas de frutas e legumes, que normalmente são desperdiçadas, mas que geram alimentos saborosos e ricos em nutrientes.
Estavam expostos em um estande sucos feitos da casca do abacaxi, casca de manga e "suco de horta". Este último é uma mistura de suco de maracujá, limão com couve moída e coada. "É uma delícia", garantiu a estudante Gleica Tauane, de 17 anos. Na mesma mesa havia bolos preparados com casca de banana, de berinjela e de abacaxi.
Foram expostos ainda os produtos medicinais. Fernanda Oliveira, de 28 anos, apresentava aos visitantes o suco de babosa que, segundo ela, previne inflamações uterinas. Também mostrava o xarope contra sinusite - uma mistura de vick, álcool, malva, alfavaca e manjericão."É melhor que qualquer remédio que eu conheço", acrescentou.
Feirantes expõem seus produtos
Exposição de produtos locais Na praça em frente à Unidade Escolar, sete grupos de produtoras de confecções e artesanato colocaram seus produtos em exposição. A maioria é residente da própria comunidade, que aproveitou a oportunidade para ampliar as vendas.
A dona de casa Maria das Dores Sousa, de 64 anos, produz roupas, bordados, bolsas e acessórios em tecido e madeira para vender em feiras no Renascença e em vários bairros da região do Grande Dirceu. Com as vendas, consegue aumentar a renda de casa em mais de um salário mínimo ao mês. "Às vezes as pessoas fazem encomenda de muitas peças e aí faturamos mais, principalmente quando são roupas e bolsas, que valem mais", comentou.
As produtoras Rita Gomes e Marlene Lira montaram uma loja própria, onde bordam e contratam bordadeiras para dar contas dos pedidos e das vendas no local. "Com o que vendemos, conseguimos ajudar nas despesas de casa. É compensador", declara Rita Gomes.


