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04/12/2008 12:27h

Cidades

OAB denuncia irregularidades em ações da Força Nacional em São Luís

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) denunciou, nesta quinta-feira (4), abusos que teriam sido cometidos pela Força Nacional no Maranhão. Os policiais são suspeitos de envolvimento na tortura a presos em São Luís.




As denúncias provocaram revolta nas mulheres dos presos do presídio de São Luís. A OAB no Maranhão e a Associação de Juízes vistoriaram o local e saíram indignados com as cenas que viram.



"Foi confirmado aqui uso abusivo de violência, tortura, uso de gás pimenta e de munição não letal como forma de punição”, diz Guilherme Zagallo, vice-presidente da OAB do Maranhão.

Há 15 dias, 60 homens da Força Nacional tomam conta da cadeia que tem 400 presos. Eles foram para o Maranhão porque o governo não conseguia controlar a desordem nas penitenciárias. "Você fica revoltado com o que vê aqui. Mas já era esperado porque Força Nacional não serve para tomar conta de presídio", afirma Ronald Maciel, juiz da vara de execuções penais.

A OAB encaminhou ao Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República um pedido para que a Força Nacional saia do presídio de São Luís. São Paulo e Minas Gerais já teriam oferecido ajuda ao Maranhão e se comprometeram a enviar agentes penitenciários para trabalhar nos presídios do estado, segundo a Secretaria de Segurança Pública.



O coordenador da Força Nacional no estado negou as acusações de tortura. "A Força Nacional é uma tropa legalista. Ela está preparada e testada, porque ela vem de outros estados trabalhando em presídios federais e estaduais, e ela utiliza, em estados de crise, munições não letais para situações emergenciais", afirma o major Alexandre Ramalho.


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