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06/09/2008 16:52h

Opinião

Não resta dúvida de que a circulação de informação é um dos itens que mais traz benefícios...

Não resta dúvida de que a circulação de informação é um dos itens que mais traz benefícios e avanço cultural a uma sociedade. No Brasil, sobre alguns temas existem informações em excesso. O futebol é exemplo, e por isso se consolidou a máxima de que temos cento e oitenta milhões de técnicos. Já na educação e saúde a informação circula em ambientes restritos a estas áreas ou não tem veiculação permanente.

Poderiam ser informados constantemente que o abandono de crianças pelos responsáveis configura crime; que não colocar filhos na escola também é crime; que a certidão de quitação eleitoral pode ser retirada pelo sítio www.tse.gov.br. Essas informações poderiam vir junto a comerciais comuns e a adequação caberia aos responsáveis pelo marketing das empresas. Mas os governos também poderiam atuar de forma mais incisiva e constante.

No campo da saúde, as informações podem salvar vidas, com orientação a procedimentos preventivos com relação à alimentação e higiene. Massificar a necessidade de cuidados da criançada com os dentes; a realização de exames de papanicolau e de mamografia pelas mulheres uma vez ao ano ao menos. Para os homens há uma necessidade urgente de intensificar que é preciso fazer o exame de próstata. O câncer de próstata é um dos que mais matam no Brasil. A constatação do tumor no início é a forma mais eficiente de cura.

Uma propaganda maciça poderia trazer a maioria dos homens à realização do exame de toque retal. Faz parte da cultura de qualquer sociedade seguir idéias generalizadas, tomar atitudes primárias de acordo com as maiorias. Muitos homens não se submetem ao exame por mero preconceito, por entender que fere sua masculinidade, ou por timidez e por medo da detecção da doença.

Trata-se de três equívocos ingênuos. Nenhum heterossexual o deixará de ser em função da penetração de um dedo no ânus. Homossexual, heterossexual, transformista, lésbica, qualquer pessoa sabe que sua orientação independente de qualquer exame e todos deveriam fazer os exames respectivos. A timidez poderia se justificar, não fosse o exame realizado num ambiente restrito ao profissional e ao paciente. Ninguém presenciará. E quanto à existência da doença, é exatamente para detectá-la a tempo de tratar que é a razão principal do exame. Que todas as prefeituras, todas indistintamente, contratem ginecologistas e urologistas para a realização dos exames. São escassas as cidades que possuem esses profissionais, e onde existem são insuficientes. Estes exames têm que estar ao alcance de todos e com mais facilidade.

Portanto, que as empresas ligadas à área de saúde comecem já as suas propagandas vinculadas a estas informações, de preferência com artistas, jogadores e outras pessoas famosas, para evitar que, ainda hoje, o preconceito triunfe sobre a vida.



Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bel. Direito


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