Ciência e Saúde
FMS forma grupos focais para o controle da hanseníase
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) da Prefeitura de Teresina vai
utilizar mais uma ferramenta para melhorar o levantamento acerca da
hanseníase no município e otimizar o controle e tratamento da doença.
Supervisores das equipes da Estratégia Saúde da Família, médicos e
enfermeiros da atenção básica participam, a partir desta terça-feira,
19, até quinta-feira, 21, da oficina de formação de grupos focais, que
é uma pesquisa que ajudará na busca de contatos da doença.
O curso de formação, ministrado por técnicos do Ministério da Saúde,
no Centro de Formação Odilon Nunes, das 8 horas às 12 horas e das 14
horas às 18 horas, é parte integrante do Projeto de Qualificação de
Contatos de Portadores de Hanseníase. Os supervisores serão
capacitados para trabalhar juntos com integrantes das famílias na
busca desses contatos.
“Com essa pesquisa, vamos saber, por exemplo, tanto do lado dos
pacientes quanto dos profissionais da saúde, porque não obtivemos
ainda todas as informações que precisamos sobre o recolhimento de
dados, quais os procedimentos que estão favorecendo esse trabalho e o
que vem dificultando essas iniciativas”, explica a enfermeira Alaíde
Amorim, da Coordenadoria Regional de Saúde Centro-Norte, integrante da
equipe técnica da pesquisa.
Como técnica de pesquisa qualitativa, o grupo focal obtém dados a
partir de reuniões em equipe com pessoas que representam o objeto de
estudo. No caso da hanseníase, as mães de portadores da doença
participarão também dessas reuniões. A utilização dessa metodologia é
considerada pelo Ministério da Saúde muito adequada para a fase de
diagnóstico e outros eventos de promoção da saúde.
Conforme dados do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, a
doença é considerada hiperendêmica em menores de 15 anos, em
Teresina. Significa forte ocorrência de transmissão recente e
tendência de manutenção da endemia, demonstrada por meio de elevada
detecção de casos, próximo de 40 para cada 100 mil habitantes em 2008,
representando 11,3% dos casos novos diagnosticados no ano passado, que
teve um total de 600 ocorrências.
Por isso, de acordo com a gerente de Atenção Básica da FMS, Adriana
Valadares, o órgão decidiu se utilizar de todas as ferramentas
disponíveis para o controle e tratamento da hanseníase, incluindo
agora os grupos focais, pesquisa qualitativa que vai mostrar a real
incidência da doença no município para que sejam implementados os
procedimentos adequados para inibir o seu avanço. Segundo ela, o tema
hanseníase compreende dois projetos desenvolvidos no âmbito da FMS: o
de controle e o de eliminação da doença.

