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01/07/2009 20h49

Vocês vão ter que me engolir! Ou ele ou eu!

Não raro se ouvir uma destas duas sentenças, ou até mesmo as duas juntas como se fosse uma só! O difícil, entretanto, é ter como resultado positivo a vontade de quem a ou as diz.
A primeira sempre aparece quando alguém almeja e consegue um determinado cargo ou posto, mesmo que a maioria saiba e diga que não seria o ideal. Conquistado o desejo, vem a malfada prepotência do: “Vocês vão ter que me engolir”! Só que não sabe ou descobre tarde demais que não foi engolido, mas ficou entalado, e quando acaba sendo de fenestrado do poder, é regurgitado sem a menor cerimônia, e sua saída não tem a mínima pompa e importância que ele pode até ter se dado, na chegada. Será somente mais uma de tantas vezes, vitima de sua própria arrogância e tão decantada, mas definitivamente desmascarada capacidade profissional ou pessoal.
O mais incrível é que é capaz ainda de convencer mais alguns a cometerem o mesmo erro, mas como sempre, a máxima de que se pode enganar muitos por muito tempo, mas não todos, o tempo todo, vai fazer com que tarde demais aprenda, no total ostracismo, que é hora, ou seria, de se reciclar ou ativar a autocrítica.
Tarde demais para descobrir de que nem ele mais consegue se engolir.
O pior é se ainda lembrar que na sua saída, ouviu aquilo que sempre escutam os penetras e malas quando se vão de uma festinha. “Já vai?” “Graças à Deus!” Mais duro ainda é ouvir no lugar do “Já vai”? , o “Já foi? Tarde demais!”
Já aqueles que colocam as situações da vida pessoal ou profissional no “Ele ou Eu!”, dificilmente tem nos outros a escolha da segunda opção. Normalmente também, aqueles que preferem o “eu”, tarde demais resolvem recuperar o tempo e a verdade no “ele”. Nem sempre o ele estará ainda à disposição, ou o que mais é ainda mais difícil de aguentar, disposto a voltar!
Em termos profissionais, o tal do “ou ele ou eu”!, sempre soa por parte de quem diz, falta de segurança, competência ou até mesmo, de caráter. Seja no ambiente familiar ou de trabalho, o eu, sempre será uma forma de chantagem emocional, e a fórmula exata para em caso de sucesso, alcançar um apoio incondicional e sem restrições para todas próximas atitudes.
Por falar no tal do “ou ele ou eu”!, quando comecei a namorar, aprendi com um velho tio de que jamais deveria dizer ou exigir, com esta máxima, a decisão de uma mulher. Ao perguntar porque, ele simplesmente disse. “Ela vai sempre ficar com “ele”, por achá-lo mais fofinho, mesmo que não seja!”
E não é que é mesmo? Tinha uma namorisco que não me interessava, fiz uma cena de ciúmes e coloquei a frase, entre um concorrente que não existia e eu. Perdi para o fantasma!
Ainda bem!
Sempre que ouço o “Ou ele ou eu!”, saio de perto. Já sei que o eu, dançou!
Um abraço! Até semana que vem!
Esta coluna está em setenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e exterior.


Escritor, cronista e palestrante membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.
ajrettenmaier@terra.com.br, fala-serio2009@hotmail.com

24/06/2009 17h47

O difícil, como vocês sabem, não é fácil!

Que sentença mais absurda, será nossa primeira reação, e ainda mais se nos lembrarmos de que foi dita pelo eterno presidente do seu “Curintia” Vicente Matheus, em entrevista coletiva durante uma das tantas crises pelas quais passou o clube em sua gestão.
Ora, é difícil, não pode mesmo ser fácil, diremos todos nós.
Ah é, é?
Mas parece que o folclórico ex-presidente do timão, tinha até uma boa dose de razão, já que tudo depende da maneira como encararmos esta sentença, e hoje, a cada dia que passa se torna mais difícil o fácil.
Nas relações entre os seres humanos, seria bem fácil o diálogo, a compreensão e o entendimento para a solução de problemas do dia a dia, bem como também das diferenças sociais e políticas. Mas eles estão cada vez mais longe, e com isto, o fácil fica difícil, e por isso o difícil, como vocês sabem, não é fácil!
Nas regras da sociedade, o que deveria ser tão fácil como respeito pelo direito dos outros, é difícil! Não é fácil respeitar aos mais velhos. E muito difícil mostrar que podemos sentir carinho pelos outros!
É muito difícil não ser fácil para a oferta das drogas, e enveredar por um caminho em que entramos já sabendo o quanto não será fácil também sair.
Na questão da ética e da honestidade então, o difícil, como vocês sabem, não é fácil.
Como é difícil não ser fácil! Embora se saiba que o costume do cachimbo põe a boca torta, depois da primeira vez nada mais é novidade. O difícil, portanto, é resistir pelo menos à primeira vez, que como vocês sabem, não é fácil! Até porque o fácil será sempre depois a difícil cobrança a se receber, se por acaso resolvermos ser difíceis.
Assim também acontece com o irresistível conquistador. Meu amigo Toninho é um inveterado que sempre jurou se corrigir, mas afirma que é difícil resistir a uma nova conquista, porque como vocês já sabem, não é fácil! Ah... como é difícil resistir aquele perfume de tão fácil identificação! E se foi tão difícil conquistar, como desistir fácil? E mais uma vez vamos concordar, que só que diante de tantas conquistas, vocês sabem, o difícil é se decidir por uma, e isso, não é fácil! Talvez seja por isso que até hoje esteja à procura da mulher ideal.
E aquela mulher que sempre e em todas as segundas-feiras inicia um novo regime! Mas como vocês sabem, o difícil é resistir à tentação de tantas coisas deliciosas, o que não é fácil! É difícil não sentir inveja do corpo da amiga, que não tem aquelas gordurinhas na cintura. Não é fácil!
Já me garantiu o Boca, que embora não goste, é difícil não se meter em uma confusão. E garante, “Olha meu, não é mole não, não é fácil!” E ele continua. “Então como é que você vai querer que um político faça o mais difícil? Pô, meu! Não é fácil!” Por sinal, nas últimas eleições ele não teve um voto sequer! Ele votou no compadre que se elegeu.
E então? O difícil, vocês sabem agora, não é fácil!
Ou não?
E a partir desta semana, nossa coluna também na Araucária Notícias, de Araucária – PR. Em Bom Retiro – RS muda de nome o Nossa Noticia, que passa a ser o Jornal Correio do Sul, regional com abrangência nos vales do Taquari e Rio Pardo em vinte municípios.
Um abraço, e até semana que vem!
Colunista, escritor e palestrante membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Gaúchos.
Esta coluna está em setenta jornais do país e exterior.

01/04/2009 18h55

A vida tem as cores que você pinta!

Não sei onde lido por alguém escrito ou onde ouvido por alguém dito. A única coisa certa é que esta máxima ficou martelando o subconsciente por dois dias, fazendo com que finalmente me dispusesse a falar sobre ela.
Na realidade podemos considerar de que ela nada mais diz do que a verdade sobre cada um de nós, de como podemos projetar nossos dias, nossas vidas, nossos futuros.
Na verdade, podemos pintar nossa vida de preto e branco, só de preto ou só de branco, ou então de uma cor preferida qualquer.
Imaginemos nossa vida projetada sempre com uma cor preta, ou marrom, seja lá que cor escura for. O que dela poderemos esperar?
Mas também podemos imaginar nossas vidas pintadas só de branco, e o que poderemos ter? Possivelmente, uma vida passada em branco não tem nada para conquistar, para realizar, nem para deixar.
Se a só de preto seria uma vida negativa, a só de branco seria então inútil.
Mas e se fosse de preto e branco?
Bem, então teríamos aí o exemplo de muitas vidas, que quando não estão com algo negativo ao seu lado, nada estão fazendo para mudar.
Então se chega à conclusão de que a vida tem as cores que nós pintamos.
Com toda certeza é bem mais fácil uma vida em preto e branco, e vem logo à mente aquele outra pergunta do que seria do vermelho se todos gostassem só do azul! Pode até parecer difícil nos decidirmos por uma cor, mas ora, vamos ser francos conosco. É preciso que pintemos as nossas vidas com uma única cor? Imaginemos uma casa pintada nas paredes, janelas, portas, de uma só cor! Estranho não? Agora se pintarmos as paredes de um azul mais forte e as janelas e portas com um mais clarinho, não dá um contraste bonito?
Pois é! Por isso mesmo, não podemos pensar em pintar nossas vidas com uma única cor. Podemos dela dividir as cores conforme as horas, os dias da semana ou os meses do ano, ou até mesmo os anos de cada vida. Imaginemos isso! E teremos então o que?
Uma vida cheia de cores, dividida em prazeres, alegrias, sucesso, felicidade! É claro que não podemos descartar de que em algumas oportunidades, o preto e o branco estarão presentes, porque afinal de contas, estas cores também existem, e o que seria delas, se todos só gostassem do verde ou do amarelo? Seria muito sem graça!
Mas ora, sejamos inteligentes! Façamos com que o branco e preto, sirvam para dar realce nos contornos dos momentos vividos nas outras cores!
Putz! Como não havíamos pensado nisso antes, não? Mas não se enganem que seja tão simples assim, não! Vamos precisar usar os pincéis corretos, senão já sabemos o que pode acontecer. Esse arremate ou não sairá como desejamos ou até mesmo então, será depois lamentado por nós.
Por isso nos volta à cabeça o termo da sentença “A vida tem as cores que você pinta!” Que fique claro nesta frase, o VOCE! Claro! Porque serão as cores que VOCE dará a sua vida! Ninguém gosta que alguém nos diga como devemos pintar nossa casa! Podem até dar sugestões, mas a decisão é sempre nossa, não?
Então, mãos a obra!
Pinte a sua vida com as cores que você quiser!
E não se esqueça da espessura certa para os pincéis dos arremates!
E já que iniciei a coluna com uma frase que ouvi ou li e não sei onde, a encerro com um trocadilho que me deram depois de espiá-la por cima do ombro!
Que tal se a gente ACORDAR para nossas vidas?
Ou, que tal de se a gente A COR DAR para nossas vidas?
Um abraço!
Até a semana que vem!
Porque no dia sete estaremos as dez da manhã na Feira do Livro de Capão da Canoa, litoral gaúcho, participando de um painel sobre Colunismo em Jornais. Nossos parceiros estarão presentes em nossa exposição.
www.ajrettenmaier.com.br , fala-serio2009@hotmail.com
Escritor, Colunista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

13/03/2009 21h07

Essas mulheres? São umas chatas!

Ora bolas! Passamos nossas vidas obedecendo, e ainda achamos que quem manda na casa, somos nós! Claro! Sempre damos a última palavra! “Sim senhora!” “Já vou!”

Lembrando de quando éramos pequenos tinha uma que vinha conferir se a gente tinha lavado direito atrás da orelha! Que saco!
Depois ainda aparecia aquela madrinha mala sempre com um presentinho de arrepiar os cabelos! Um ursinho, por exemplo! E nós loucos por uma bola de futebol!

Nas festinhas de nosso aniversário, sempre tinha uma priminha engraçadinha para ajudar a assoprar as velinhas.  Lá pelos oito anos de idade nos largavam nas mãos de uma outra chata, uma tal de professora. Sempre exigente com nossos deveres de casa, corrigindo nossa maneira de andar e até de falar! Uma chata! Porque será que noventa por cento das professoras usam óculos e estão sempre da cara amarrada? Se soubessem o quanto ficam bonitas quando sorriem! Nossa! Aliás, muitas delas até foram nossos primeiros amores! Sem esquecer que sempre apareciam aquelas menininhas mais assanhadinhas querendo namorar com a gente, e ainda diziam que namoravam! E a gente nem sabia disso! Umas chatas também!

Mais tarde quando já maiores nos interessávamos por uma delas, era uma guerra até conseguir namorar, porque sempre se faziam de difíceis! Chatas! Chatas, mesmo!  Agora quando nos casamos, a coisa enrosca. Vocês já viram quando numa reunião de amigas, falam da gente? Meu marido! Isso mesmo! MEU marido! Pode? Até quando morremos somos ainda propriedade! MEU falecido! Se nos separamos, MEU ex! Ora bolas! Que coisa chata! Enchem a boca quando dizem esse MEU!

Por falar em casamento, dizem que quando Deus fez a mulher, tirou uma costela do homem. Deve ser por isso que quando faz frio, elas sentem saudades das outras costelas e se enroscam na gente como jibóias. E dizem ainda que é tão gostoso dormir “empernadas”! O que cá prá nós, não deixa de ser verdade, não? Uma costelinha, sempre faz bem, não faz? Deve ser por sentir ciúmes das outras costelas nossas, que logo se aproximam com ar de poderosas e possessivas quando outra mulher está conversando com a gente! Isso sem falar naquelas que depois ainda resolvem escolher nossas camisas, calças, meias, cuecas... Elas compram, e nós usamos! Poxa!

Mas no fundo no fundo, vamos concordar que estava certo aquele cara que inventou aquela frase que diz “Que se Deus fez algo melhor do que a mulher fez só prá ele!” Mas será que a gente precisava de algo melhor? Pensando bem... Só não entendo porque o tal do “DIA INTERNACIONAL DA MULHER!” se afinal de contas, todos os dias, são delas! Bem... Pelo menos deveriam ser! Não? E nós também! Duvidam?

Neste mês o Jornal “Capital das Praias” de Tramandaí no Rio Grande do Sul, completa 16 anos. Em quem dar o abraço? Na Jucélia! Mais uma mulher! Parabéns e é bom ter vocês como parceiros.

Com licença. Fui!
Tem uma torneira pingando na cozinha!
Até semana que vem! Já me chamaram!
Um abraço!