Página Inicial  > Blogs
Blogs
15/07/2008 20h26

Eu não tenho culpa

kkkkk.... que dá vontade de rir, ah, isso dá...um leitor da coluna resolveu enviar esta semana e-mail sobre as eleições no município de Timon. Ele disse que ficou abismado, passado, "pretérito perfeito" ( do vocabulário biba), depois que o candidato a prefeito, Luciano Leitoa, filho do ex-prefeito Chico Leitoa e ex-deputado federal  resolveu , ou melhor, não resolveu ir ao debate na TV Meio Norte. 

" Eu queria era ver o circo pegar fogo!", disse ele. E continuou: "Um município desses tem muito o que rezar, porque não sei o que é pior: se é ser comandado por Socorro "Buraquim" ou pelo Luciano "à toa"... Bom, o caro leitor, indignado, escreveu em sua crítica, se é que podemos chamar de crítica, senão um desabafo: "moro nessa cidade que fica do lado de Teresina, acho que essa é a melhor qualidade, porque entra prefeito e sai prefeito e a cidade não evolui. Sou um homem das letras, sei do que estou falando. Minha idade já avançada me permite até mesmo chamar esses dois últimos prefeitos, a Socorro e o Chico, de meus filhos...mas, quem diabos que ter dois filhos tão desnaturados assim? Ô sina cruel essa e Timon. A Socorro Buraquim parece pelo menso que está incomodada com essa nomenclatura.. Resolveu, correndo tapar os buracos.. Mas acho que não vai dar tempo de tapar todos até o dia 5 de outubro. Sem mais para o momento, eu espero que esse Luciano "à toa" e essa Socorro Buraquim entrem num buraco, pode até ser esse aí da Jaime Rios. E até o próximo debate que eu espero que aconteça"

15/07/2008 20h23

O Auxílio Mútuo

Esta fábula foi enviada por internauta para a nossa redação...

 

Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual defendendo-se como podia dos golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno. Um deles olhou e clamou, irritado:

- Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

- Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade - argüiu o outro.

- Não posso - disse o companheiro, endurecido - sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos ganhar a aldeia próxima sem perda de tempo.

E avançou para diante, em largas passadas. O viajante de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colocando-o paternalmente sobre o próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido. A chuva gelada caiu, metódica, pela noite a dentro, mas ele, segurando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que o precedera. Somente no dia seguinte, depois de minuciosa procura, foi encontrado o infeliz viajante, sem vida, à beira do caminho alagado. Seguindo à pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu à onda de frio e tombou encharcado, sem recursos para fazer face ao congelamento. Já o companheiro, recebendo em troca o calor da criança que sustentava junto ao próprio coração, superou os obstáculos da noite fria, guardando-se incólume de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... Ajudando ao menino abandonado, ajudara a si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

Um homem sozinho é simplesmente um adorno da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

15/07/2008 20h22

Extorsão

E aquele dossiê, heim????? cadê???? Quem souber mooooooorrrrrrrreeeeeee!!!!!!

17/06/2008 15h42

O homem e a boneca

Arquivos
Ele prega moral mas faz muita confusão
Ele prega moral mas faz muita confusão

Dia desses aquele político metido a machão, que prega maior lição de moral em todo mundo... mas, que na verdade dá é uma de boneca quando sai à noite, desacompanhado da esposa, resolveu armar o maior barraco na porta de um restaurante. O cidadão tinha reservado uma mesa para jantar com a digníssima, porque era dia dos namorados. (acho até que foi só por isso!). Bom, um dia antes ele foi visto nas proximidades da avenida Maranhão, com umas amiguinhas meio suspeitas... Pois bem, mas essa parte não vem ao caso, pelo menos agora. O moço  armou um barraco daqueles, porque queria ficar em uma mesa de frente para a televisão. Todo mundo pensava que ele queria ver era jogo, mas o bonito mesmo estava a fim era de ver a novela das oito. Pior não foi isso.... o babado forte mesmo é que quando ele foi bater boca com o garçon ele acabou apanhando feio. E quem pensa que ele ficou zangado com o garçon, se enganou...Parece até que o homem gostou. E todo mundo abafou!!!!! ..."Doi, um tapinha não dó, só um tapinha".

23/05/2008 15h25

Era uma vez...

Um Jornalista que depois de atuar na capital federal, voltou a sua terra natal, Piauí, preferiu trabalhar em Teresina.

Jornalistas antigos gostaram, mas não entenderam a volta do amigo.

Comunicadores mais jovens aplaudiram. O Candango não era rico nem bonito, mas era solteiro, podia gastar o que ganhava, não precisava sustentar família, apenas os amigos mais próximos.

Um dia Ele apareceu morto.
Uma jornalista, mais Curiosa, não aceitou a justificativa de assalto, seguido de assassinato, foi ao apartamento térreo com entrada lateral.

O Jornalista estava trabalhando na assessoria de comunicação do governo, recentemente empossado. Todos os auxiliares queriam mostrar serviço e solidariedade, por isso tinha colegas da assessoria pública chegando ao local do crime.

Abriram a porta. A bíblia marcava o capitulo que fala da Justiça Divina. Sangue vindo para sala pelo corredor.

Alguém disse: “o pessoal da funerária tá pedindo uma roupa”. Como a família era do interior, era a oportunidade que a Curiosa queria para mexer no quarto do amigo falecido.

O terno era visto facilmente, pois não havia guarda-roupas. Para procurar meias, Ela mexeu em todas as gavetas e para procurar calçados olhou de baixo da cama.

Além de curiosa, Ela também era solidária, freqüentava o Lar da Fraternidade que cuida de portadores do HIV. Quando viu tantas embalagens do coquetel para aidéticos escondidas foi fácil concluir e despertar ainda mais curiosidade.

No dia seguinte, surpreendendo a Curiosa, os jornais publicaram a confissão do crime. Um menor infrator apareceu com a carteira e com a bicicleta do falecido.

Foi detido, é claro...

No domingo seguinte, o segundo do mês de maio, dia das mães, uma cela na casa de detenção de menores pegou fogo. Sete inocentes, vítimas de paternidade omissa, maternidade impotente, pobreza e violência social e urbana morreram queimados...

Um deles era o Réu confesso, eleito para o papel, por uma Inteligente Promotora do interior do Estado por sua família morar fora do Piauí, no Maranhão.

Ainda que anonimamente, fica o registro para que a omissão não me condene...

23/05/2008 15h22

Era uma vez um jovem casal apaixonado.

A jovem carioca e o jovem piauiense se conheceram numa faculdade no Rio de Janeiro.

Ele formou-se em medicina, ela interrompeu os estudos e seguiu o coração rumo ao Piauí.

Casaram-se e foram morar na cidade mais bonita do Estado, Parnaiba.

Os quatro filhos nasceram. A mais velha seguiu a carreira do pai.

O Doutor ingressou na política de uma cidade interiorana, vizinha a cidade praiana.

Médico no interior é sempre bom de voto. O acesso aos serviços públicos de saúde sempre foi difícil.

Ele foi o mais votado nas eleições municipais mas a legislação eleitoral da época fazia uma soma de sublegendas e assim nem sempre o mais votado pela população era eleito.

Anos depois, Ele conseguiu se eleger prefeito.

A esposa administrava a cidade e a vida da família, mas perdeu o controle do marido.

O Viagra chegou e levou consigo o Doutor que já precisava desse recurso para satisfazer a vaidade de macho de relacionar-se com as jovens provincianas do interior.

O desmando não tinha sido apenas familiar, mesmo morto foi condenado a pagar vultuosa quantia aos cofres públicos.

A viúva já não tinha motivos para tanta saudade, achou injusto pagar pelo que não usufruíra sozinha.

Pensou e julgou ter encontrado uma alternativa esplêndida.

Passou os bens da família para a empregada doméstica que pelo menos na cozinha já fazia parte da família.

Que surpresa!

Ou, justiça divina!

Um dia, a filha médica, no hospital, onde trabalhava, foi obrigada a acreditar no destino.

A Empregada, dona de direito dos bens da família, morreu.

A família da Empregada nunca soube que fizesse parte de uma família tão rica, por isso não reconhece a obrigação de dividir os bens que pertencem a falecida.

O final desse conto, eu te conto, quando todos, afinal de contas, ajustarem as contas...