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Era uma vez um jovem casal apaixonado.
A jovem carioca e o jovem piauiense se conheceram numa faculdade no Rio de Janeiro.
Ele formou-se em medicina, ela interrompeu os estudos e seguiu o coração rumo ao Piauí.
Casaram-se e foram morar na cidade mais bonita do Estado, Parnaiba.
Os quatro filhos nasceram. A mais velha seguiu a carreira do pai.
O Doutor ingressou na política de uma cidade interiorana, vizinha a cidade praiana.
Médico no interior é sempre bom de voto. O acesso aos serviços públicos de saúde sempre foi difícil.
Ele foi o mais votado nas eleições municipais mas a legislação eleitoral da época fazia uma soma de sublegendas e assim nem sempre o mais votado pela população era eleito.
Anos depois, Ele conseguiu se eleger prefeito.
A esposa administrava a cidade e a vida da família, mas perdeu o controle do marido.
O Viagra chegou e levou consigo o Doutor que já precisava desse recurso para satisfazer a vaidade de macho de relacionar-se com as jovens provincianas do interior.
O desmando não tinha sido apenas familiar, mesmo morto foi condenado a pagar vultuosa quantia aos cofres públicos.
A viúva já não tinha motivos para tanta saudade, achou injusto pagar pelo que não usufruíra sozinha.
Pensou e julgou ter encontrado uma alternativa esplêndida.
Passou os bens da família para a empregada doméstica que pelo menos na cozinha já fazia parte da família.
Que surpresa!
Ou, justiça divina!
Um dia, a filha médica, no hospital, onde trabalhava, foi obrigada a acreditar no destino.
A Empregada, dona de direito dos bens da família, morreu.
A família da Empregada nunca soube que fizesse parte de uma família tão rica, por isso não reconhece a obrigação de dividir os bens que pertencem a falecida.
O final desse conto, eu te conto, quando todos, afinal de contas, ajustarem as contas...

Mãe Dinah 
