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03/02/2010 22h28

E a verdade?

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Não sei se já tiveram a oportunidade ou até mesmo se deram o trabalho a observar o resultado da discussão entre duas ou até mesmo mais pessoas em torno de um assunto, mas sempre existem a minha, a sua, a deles, verdades. Cada um quer por como valor maior, a sua.
Quando duas pessoas discutem então, a coisa complica mesmo. Sempre existe a verdade de um querendo ser a verdade sobre o outro, mas jamais qualquer dos dois pensa na Verdade.
Isso acontece porque normalmente o ser humano se habitua a fazer ou pelo menos tentar fazer prevalecer a sua, e se fica mal acostumado a que os outros aceitem, então vai se colocar sempre juiz supremo da verdade e jamais aceita que exista uma Verdade.
Na maioria das vezes também pouco importa se sua frieza possa machucar aos outros ou outro. Na melhor das hipóteses, é melhor que a outra parte logo aceite a sua verdade para evitar danos ainda piores, porque se não aceitar logo essa verdade, terá o desprezo, a frieza doída da falta de resposta, e porque não também o duro sentimento de que está demais. “Ou cai de joelhos à minha frente e aceita a minha verdade, ou...”
Mas será que a verdade, aquela verdade verdadeira como se diria popularmente, é sempre realmente procurada? Na maioria das vezes, não. Prefere-se ficar com a verdade que melhor que mais nos faz bem, que menos nos machuque, mesmo que para isto tenhamos que nos fazer de cegos ou quase isso.
Tudo isso me faz lembrar a piada que a blogueira Jussara Ivelise Custódio do Minhoca na Cabeça contou dias atrás.
Um dia a rosa encontrou a couve-flor e disse:
“Que petulância lhe chamarem de flor! Veja sua pele! É áspera e rude enquanto a minha é lisa e sedosa. Veja seu cheiro! Desagradável e repulsivo, enquanto o meu perfume é sensual e envolvente. Veja seu corpo! É grosseiro e feio, enquanto o meu é delicado e elegante. De flor, você não tem nada! Eu sim sou uma flor!”
E a resposta da couve-flor?
“Heeeelllloooouuuuu!!! Queeeriiiidaaaaaaaa!!! Aaaacoooordaaaaa!
De quê adianta ser tão linda se ninguém lhe come? Hã?”
Pois é! Não está aí uma bela e simples verdade?
Tão simples que nos faz rir!
E continua a venda nosso “Fala Sério!” 2009... Peça o seu pelo e mail ajrs010@gmail.com e receba em casa pelo correio. Mais simples e barato do que pensa.
Escritor, colunista e palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.
Esta coluna está em mais de 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

13/01/2010 09h20

Bolinhas de sabão. Plin!

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E como era gostosa essa brincadeira. Uma caneca velha, raspas de sabonetes ou sabão em barra, depois sabão em pó, dissolvidos na água, um canudinho do talo das folhas de mamonas, e estava feita a festa. Mais tarde os canudos de mamonas foram substituídos pelos de plásticos, destes para refrigerantes e sucos. Surgiram até brinquedos industriais, para fazer bolinhas de sabão! Mas nada que pudesse substituir o gostinho de sabão que ficava no canudinho de mamona.
Jamais consegui embora na minha infantil tentativa buscasse, contar as cores das bolinhas que fazia, e eram sensacionais as tardes de domingo com a turma reunida num campeonato de bolinhas de sabão. Eram diversos quesitos pelos quais se brigava simultaneamente, como a maior bola, a mais colorida, que voava mais alto ou mais longe, quantas se conseguia emendar em uma só “canudada”, ou ainda a que mais tempo demorava para explodir. Soltar a bola e depois conseguir apoiá-la no canudo sem explodir e carregá-la por um bom tempo, era então coisa de craque!
Não seria sincero se não dissesse que em muitas daquelas bolas coloridas, se foram também alguns sonhos de infância. E de jovem também quando brincava de bolinha de sabão com os irmãozinhos da namorada. Os olhos brilhando atrás de um sorriso apaixonado no rosto da namorada era um sonho real demais para cada bolinha explodida. Mas... Fazer o que?
O chato é que mais tarde, muitos querendo se fazer de engraçadinhos e artistas especiais molhavam o canudinho na água com sabão, enchiam a boca com a fumaça de seus cigarros, e sopravam bolinhas cinzas, sem colorido, e que quando explodiam, deixavam o cheiro da fumaça no ar.
Mas confesso também a vocês que a pouco enquanto escrevia esta crônica, me deu uma vontade de fazer bolinhas de sabão. E fiz!
Uma caneca de alumínio, sabão em pó dissolvido na água, e um canudo improvisado no casco vazio de uma caneca esferográfica. Gente! No cair da tarde e começo da noite, elas ficaram ainda mais bonitas! Não sei se errei na dose e a espuma ficou muito grossa, mas o certo é que algumas saíram voando de minha janela e foram para tão longe que nem sequer as vi estourar.
Mas de qualquer maneira me fizeram lembrar aquela menina de pele clara e olhos negros, do meu tempo de moleque, que roubando umas gotas do perfume de rosas de sua mãe, nos deixou ainda mais embalados pela saudade do perfume de suas bolinhas de sabão!
E eu, sentado na calçada de canudo e canequinha, e bolinhas de sabão!
Plin!
Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. Antonio Jorge Rettenmaier, é membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

31/12/2009 00h43

A cada dia, um novo ano!

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Vamos falar francamente! Esta história de Ano Novo, inventaram só para nos lembrar de que, no decorrer deste ano, estaremos ficando mais velhos. Não que isso seja alguma novidade, mas talvez seja mesmo necessário, para que possamos repisar os passos dados e pensar nos próximos a serem trilhados. Mas na verdade verdadeira como diriam os mais antigos, para todos nós, nosso ano novo começa mesmo a cada dia que nasce.
Explicando!
Se começamos a contar o tempo de nossas vidas no momento em que nascemos, como então contar os anos ao final de cada um deles? Como então dizer na virada de 31 de dezembro para 1º. de janeiro, Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo?
Vamos concordar que temos então, em todos os cantos do mundo, a cada dia nasce um novo ano. Claro! Porque a cada dia que surge, alguém completa mais um ano de vida, e naquela data começa a contar mais 365 dias (desde que não seja ano bissexto) de seu novo ano. Se assim pensássemos e se assim agíssemos, quem sabe seria mais fácil a vida entre os homens. Ou não?
Vamos contar assim nossos novos anos.
Se no dia do aniversário de cada um de nós, fizéssemos as mesmas promessas de paz, amor e fraternidade que fazemos na virada de cada ano, teríamos todos os dias alguém buscando estas três necessidades básicas para uma confraternização mundial mais real e verdadeira.
Teríamos também, a oportunidade de propor novos projetos e ideais de paz, amor e fraternidade, em pelo menos duas vezes de cada um de nossos anos, e não só na troca de páginas do calendário.
Algumas pessoas até não são entendidas quando no aniversário de um amigo ou parente, lhes enviam votos de um feliz ano novo, em lugar do tradicional feliz aniversário. Parece coisa de maluco, mas vamos ser sinceros, esta não seria a maior verdade possível na vida de cada um?
Então, porque também a cada dia que iniciamos, não começamos propondo um pacto particular de paz, amor, fraternidade, compreensão e novos projetos para realizar? Nós, aqui do “Fala Sério!”, a cada Edição, cada notícia, cada página, cada frase, cada letra, gostaríamos que fosse assim.
Por isso convidamos, faça de seu hoje, um novo ano, e de seu dia, a manchete especial: EU SEMPRE SOU UM NOVO ANO!
Felizes dias em 2010!

23/12/2009 00h41

Aquela luz que brilha lá de cima? Sou Eu!

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E você nem nota!
É claro!
Você tem tantas outras coisas para olhar cá embaixo!
Quando você olha a luz do sol que brilha no seu amanhecer, a prata da lua na sua noite calma, olha para cima.
Ao admirar o balé das nuvens, dos pássaros, e até mesmo as manobras de aviões, olha para cima. É capaz de admirar o farfalhar das palmeiras, olhando para cima. E olha para cima também para ver a majestosa altura de um edifício. Você é capaz de dizer que seus sonhos estão no alto de seu projeto de vida, e quem um dia, também estará lá encima.
Se você está deprimido ou precisando tomar uma decisão, vai para sua janela, e? Olha para cima, claro!
Quando os três Reis Magos saíram à procura do local do nascimento do Salvador, seguiram uma estrela cadente, olhando para cima, é claro.
Quando Cristo foi crucificado, seguidores ou não, conferiam a terrível obra do ser humano, olhando para cima, outra vez!
Basta lembrar também que quando os homens conseguiram terminar sua Torre de Babel, olhavam só para cima, também!
Da mesma maneira quando caímos hoje de joelhos para pedir perdão por nossos erros, dificilmente olhamos para baixo, porque Ele estará sempre lá encima.
Porque será que na noite de Natal, se olha só para o topo da árvore, para as taças de brindes erguidas no alto?
Será que não dá por um segundo sequer, vocês olharem para baixo, aqui... Onde estou!
Sim, aqui ó!
No pé da árvore, na manjedoura.
Hoje estou aqui, embaixo, esperando vocês!
Poxa! Será que ninguém vai mesmo querer me pegar no colo?
Que pena!
Continuam olhando, só para cima.
Nem notam que aquela luz que brilha lá de cima, sou eu!
Quem sabe amanhã, algum jornal coloque em sua manchete,
NASCEU JESUS!

15/12/2009 23h46

Se, e quando alguém lhe abrir uma porta...

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Se, e quando alguém lhe abrir uma porta...
Se, e quando alguém lhe abrir uma porta...

Esteja preparado. Para entrar... Ou sair!
Isto pode até soar de forma estranha aos ouvidos da gente, mas tem um significado mais do que perfeito.
Se, e quando alguém resolver nos abrir uma porta, precisamos realmente estar preparados para entrar, porque nunca saberemos exatamente o que nos espera lá dentro, se é que por ela vamos entrar.
O simples ato do passo em direção àquela soleira pode nos dar um belo tropeço, e quem sabe até atrapalhar a caminhada pelos diversos cômodos, e o pior ainda, a solução de nossa convivência com o novo ambiente.
E é queiramos ou não, esta a beleza da vida.
Entrar somente por entrar, todos nós podemos na vida dos outros, como até mesmo se estivéssemos entrando em um dos tantos bares e cafés que encontramos em qualquer rua de nossos caminhos. Mas e depois? Fica a pergunta de vocês agora, será que podemos dispensar a certeza de o que há lá dentro dessa porta, saberá nos receber e entender o que estamos lá fazendo? Tudo depende ainda da maneira como esta porta será aberta para a entrada, tanto que não fará nenhuma diferença se entrarmos com o pé direito ou esquerdo na frente. Nenhum dos pés, entretanto devemos deixar ser pisado e muito menos usar para chutar o balde.
Se essa relação vai ser difícil ou não, também dependerá de quem estiver atrás do balcão para nos servir o cafezinho. Poderá vir com ou sem açúcar, quente ou frio. O que tem o balcão a ver com a porta? Ora, é simples.
Tanto a porta aberta quanto o balcão do bar, podem estar a nossa disposição, mas nenhum dos dois nos pertence na continuidade normal da sequencia de nossas vidas. Uma poderá ser aberta e o outro receber nosso cotovelo. Mas em todo caso, sempre haverá a possibilidade de a porta aberta ou o cotovelo salvarem nosso dia. Da mesma maneira que salvará talvez para a saída, porque não? Até porque, amanhã nós poderemos ir lá hoje, como diria um velho amigo meu, e para isto, precisamos estar preparados.
Pode parecer um disparate se falar em sair pela porta e estar preparado para isto. Mas não tem nada disso não.
Acontece que da mesma maneira que precisamos estar preparados para entrar, ter cuidados em não tropeçar na soleira, devemos ter ao sair para não errarmos a altura do degrau e sentir o mundo faltar sob nossos pés.

No barzinho se o café não lhe serviu porque estava frio ou o balcão estava sujo e não era possível apoiar o cotovelo, você simplesmente pode pagar e sair.
Mas na vida não.
Se o chão nos faltar sob os pés, uma queda pode ser inevitável, e a não ser que no caminho encontremos algum apoio ou outra porta aberta, podemos sair, da saída, muito machucados. Até mais do que imaginávamos e ainda com a eterna dúvida se já estava na hora de sair. Ao se sair de uma festa precipitadamente, às vezes se perde o melhor. Mas aí, já se saiu.
Por isso que devemos sempre lembrar que amanhã poderemos ir lá hoje, se bem que do hoje, poderemos também, sempre, fazer nosso amanhã.
Escritor, Cronista e Palestrante, membro da Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.
Nos dias 18, 19 e 20 agora, estaremos com os amigos do Blog “Minhoca na Cabeça” em Rio do Sul – SC. Como vai ser bom conhecê-los e poder abraçar a cada um pessoalmente. Vai ser bom demais, mesmo!
Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

08/12/2009 22h53

Nada será como antes!

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Mas é claro que esta frase sempre dita quando há algum rompimento, faz um efeito especial. Mas é mais do que claro também nossa obrigação de reconhecer que nada, jamais, em momento algum, hora após hora, dia após dia, será como antes. Pode-se ter, e isto é mais do que natural, a sensação extrema de perda de algum elo, alguma sensação positiva, que seriam substituídos por um vazio ou sempre por uma sensação de pesar do passado.
Vamos reconhecer que na maioria das vezes quando esta frase também é dita, recitada por quem gostaria de voltar o tempo, as horas, os dias, voltar tudo ao de antes do que aconteceu. Mas como é mais fácil dizer que nada será como antes, nela nos escondemos para não ter necessidade quem sabe de reconhecer também nossos erros e nossas falhas, que podem ter levado ao nada será como antes. Seria o mesmo que assumir que nós já poderíamos ter ouvido esta mesma sentença.
Podemos também nela nos esconder de uma possibilidade de dar o perdão pelo qual estamos até loucos, mas não o fazemos porque não sabemos o que os outros irão pensar. Claro, porque então para eles nós também não seremos mais como antes, mesmo que lá pouco se importem com o que sentimos ou queremos.
Se pensarmos com um pouco mais de profundidade nesta frase, veremos ainda que nada será como antes de nela pensarmos, ou será? Seria alguém capaz de nos dizer o que não será realmente como antes. Ou por outras. Alguém é capaz de dizer se nada será como antes, como será depois? Ora, se não conseguimos saber como será depois, como é que podemos dizer que nada será como antes?
E por falar nisso, se nada será como antes e não sabemos mesmo como será depois, será que alguém pode dizer, como está sendo agora?
Sabemos que muitos estarão questionando tudo isso que foi dito até agora, mas sem a menor sombra de dúvidas, ao terminarem de ler este texto, sentirão que depois do fim, agora, nada será como antes!
Então, vamos preparar agora o depois, para depois não dizer que agora, não é a hora!


Esta coluna, com apoio da Brazilian Pack, Embalagens Plásticas, está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.
Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

02/12/2009 20h25

Um balanço muito doido!

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E quem ainda não conhece meu amigo Boca? Pois devo confessar que estou começando a admirar esse cara, apesar de conhecê-lo há quase vinte anos, e sabê-lo bem atrapalhado. Mas sei também que esse atrapalho todo se deve mais a sua simplicidade e a sua cumplicidade com a vida do que qualquer outra coisa. Pois neste final de semana ele me liga no sábado a noite, pedindo ajuda.
“Ô meu! Eu sei que você sabe fazer muitas coisas, e quero sua ajuda!”
Eu quis logo saber no que poderia ajudá-lo, mais para encurtar o assunto do que realmente interessado em lhe prestar a ajuda de que precisava.
“Ô meu! “Tive” hoje de manhã conversando com o Nesto (na realidade Ernesto, metido a psicólogo e filósofo de boteco) que me disse que eu precisava aproveitar o final de semana para fazer com calma, o balanço da minha vida. Que eu devia colocar em um prato as coisas “boa” e no outro as “ruim”, e se o das “ruim” estava mais pesado, ver o que podia fazer para ainda melhorar minha vida”
Disse ao Boca que seria mesmo interessante fazer isso, porque afinal de contas todos nós devemos fazer isso ao final de cada ano e projetar o seguinte para melhorar nossas vidas.
“Tá meu! Mas já gastei quase todas “folha” do caderno da minha “fia” tentando fazer o desenho do raio desse balanço e não acerto... Me ajuda aí! Como é que eu faço? Fiz de tarde um balanço com uma “táubua” amarrada com duas “corda”, dependurei no “gaio” da laranjeira e fiz o teste com dois “prato” de casa colocando num mais “laranja” que no outro, e ficou tudo igual! O raio do balanço não pendeu não pro lado que tinha mais “laranja” cara! Acho que o Nesto anda “viajando”! Será que ele não quis dizer prá eu “fazê” mesmo era uma gangorra meu? Já liguei prá ele mas ele não “tava”, não achei ele também no boteco de Nenzinho e lembrei de ti.”
É... Ele tinha que lembrar mesmo era de mim. E agora?
Mas acabei achando a solução. Expliquei ao Boca que o Ernesto tinha usado a balança como símbolo, que o que ele queria dizer na verdade é que ele precisava pegar uma folha de papel e colocar de um lado da página as coisas boas que tinham acontecido com ele neste ano e do outro as ruins.
“Até os “tombo” dos “trago”?”
Principalmente estes, principalmente estes, lhe disse eu.
E completei dizendo que em outra página deveria escrever tudo o que queria fazer no ano que vem, e que cada vez que conseguisse realizar o desejo, poderia riscá-lo.
“Os “trago” e as “encrenca” também escrevo lá?”
Não Boca, estes de preferência, não tome e não arrume!
“ Vixi cara! Você é pior do que o Nesto! “Qué” mesmo é “estragá” meu ano que vem! Tchau!”
Fazer o que? E você? Já fez seu balanço muito doido?
Contamos com o apoio da Brazilian Pack Embalagens Plásticas para todo Brasil, brasilianpack@terra.com.br.
Um exemplo de organização a Feira do Livro no último final de semana em Cachoeirinha na Grande Porto Alegre - RS. Coordenação da Sonia Zanchetta da Agora Produção (agoraproducao@gmail.com). Exemplo de profissionalismo e respeito pelos autores, à ser seguido de norte à sul. Obrigado!

24/11/2009 23h02

Por quê não sonhar?

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Não sempre dizem que sonhar não é proibido? Se não for mesmo, então por que não se deixar levar pelo sonho, ainda mais se este sonho for um sonho realizado?
Ora, dirão vocês! Se for um sonho realizado então não será mais um sonho, e sim uma realidade! Nem sempre! Nem sempre!
Na verdade, temos que reconhecer que quando pensamos em ter realizado um sonho, na realidade ele está só e ainda, na metade.
Sonhar... Sonhar... Sonhar...
Sonhar com um sonho realizado!
Isso sempre nos deixa leves, com coração e alma enlevados, mas ao mesmo tempo, fazendo com que de repente descubramos de que ainda falta mais um pedacinho desse sonho. Ou não é sempre assim?
Sempre que colocamos um sonho em nossas vidas, nem sempre o vemos como apenas uma pequena etapa de um sonho maior, aquele que julgamos às vezes ser o real. A cada pedacinho realizado, vamos fazer como sempre fazemos planos para melhorar ainda mais aquela obra. Quem sabe na pintura das paredes, ou que até mesmo num novo conjunto de estofados. E assim, vamos construindo nosso sonho sonhado.
E cá prá nós, como é bom poder sonhar, porque na verdade verdadeira como diria o outro, quem não sabe sonhar não sabe viver, e quem não sabe viver jamais vai saber sonhar. E como existem maneiras diferentes de sonhar!
Tem aqueles que sonham somente para si, não conseguem dividir seus sonhos, e por isso mesmo, nem seus risos e muito menos suas alegrias. Já aqueles que sonham juntos, quando menos esperam, têm um despertar sonhado.
Quem nunca ouviu aquela frase “parece um sonho!” ou “parece que estou até sonhando!” e quem as disse acabou se beliscando para ver se estava mesmo acordado diante de seu sonho sonhado?
Eu sonho, tu sonhas, ele sonha...
Todos nós sonhamos!
Não tenha vergonha de sonhar!
Mesmo que digam que você anda sonhando acordado!
A partir de hoje o apoio da Brazilian Pack Embalagens Plásticas – brazilianpack@terra.com.br
Esta coluna está em mais de 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.
Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

12/11/2009 20h55

Jamais chute um cachorro!

Ele poderá não mordê-lo na primeira vez, na segunda, mas e na terceira? E se ele avançar com raiva desta vez, se assustar não vai ajudar, porque afinal de contas, você o provocou, agora aguente.
Assim também é com o ser humano, sem a mínima sombra de dúvida. Fique mostrando um pirulito para uma criança o tempo todo sem lhe dar, lhe prometa, lhe dê e depois retome.
Ato covarde não? Mesmo que só ameace lhe dar ou fique lhe mostrando um brinquedo qualquer. Ela pode até não lhe morder nem agredir, mas jamais esquecerá e na primeira oportunidade, poderá cobrar.
Como nos animais, o instinto no ser humano é pior na reação do que o desejo, a paixão, o ódio. Se ao chutar um cachorro uma, duas e até três vezes antes que seu instinto de sobrevivência reaja, no ser humano pode acontecer de que este mesmo instinto reaja ao desprezo, à humilhação, ao desrespeito, e quando ele explode, pode se tornar algo imponderavelmente perigoso, por vezes até incontrolável. O mais interessante, entretanto, é que sempre se condena a quem reagiu, jamais sendo aprofundada a culpa de quem provoca a reação. Se o cão atacou, que se mate o cão danado que agrediu a quem lhe provocou.
Assim são também as grandes paixões no ser humano. Provocadas, nos enchem de esperanças, e se nos deixam sem o brinquedo desejado, é natural que a frustração provoque nosso instinto de revanche, que pode vir por lágrimas ou ações violentas. Mas sempre será o instinto do animal que também somos, e é estranho que quando alguém assim reaja, seja chamado de animal. Estamos todos cansado de saber, embora não reconheçamos que somos todos animais, só que racionais. Ou não? A nossa irracionalidade, virá à tona com nosso instinto na mesma proporção da provocação, porque também nós, não gostamos de ser chutados. Seja de que maneira for.
A maior besteira que às vezes acontecem, é sair chutando cachorros por todos os cantos de nosso caminho.
Porque um dia, eles podem formar uma grande matilha, e nos atacar quando menos esperamos.
Por isso, jamais chute um cachorro, principalmente se ele for racional.
Agenda. Dia 14 palestra e sessão de autógrafos na 37ª. Feira de Livros de Pelotas – RS. Dia 21, palestra e sessão de autógrafos na Feira Cultural do Balneário de Imbé – RS.
Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

23/09/2009 21h31

Dia dos Amantes!

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Dia dos amantes
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Poxa gente! Foi terça-feira, dia 22, e eu não sabia!
Só fui descobrir porque em um dos sites em que entrei para ler as noticias do dia, estava lá, mas bem escondidinho. Será que porque alguém estava com medo de ser descoberto? Já me disseram que o sabor de ser amante, é muito gostoso, e provado, aprovado.
Cá para nós. Que mal tem em ser ou ter amante? Principalmente se for de todos os dias, mas especialmente de vez em quando. Ou vocês pensam que não é possível?
Nas muitas formas de se ser um amante, em todas, se não se for perfeito, deve-se pelo menos, tentar sê-lo. Na música, na literatura, conto, poesia ou canto, se deve sempre sentir o prazer do melhor.
No êxtase da amizade, com carinho, da honestidade, da franqueza e sinceridade, sentir sempre o prazer com mais alguém. Claro, porque não há satisfação completa no prazer sozinho, mesmo que muitos digam o contrário. Seria como em qualquer outra circunstância, deixar prevalecer o egoísmo, e esquecer como é bom dividir este orgasmo com mais alguém, embora haja aqueles que por serem impotentes na sua energia maior, pensem que a sua realização deve ser a mais importante.
Por mais que se tente, jamais será possível explicar porque o amante ou os amantes se escondem tanto para amar, a si, as artes e aos outros.
Será que seria porque sentem vergonha de amar?
O certo é que não se consegue tirar uma melodia completa de um violão de uma só corda e se é assim, e todos gostam de ouvir a melodia completa, porque não deixar que ela se espalhe como luz irradiante de prazer com todos os demais?
Sabem que agora me dei conta de que ser amante, não é realmente nada fácil?
É preciso amar sem ter a certeza de que receberá o amor de volta, é necessário às vezes desejar sem ter o objeto de seu desejo, ver sem tocar, sentir sem ouvir, pedir sem levar e dar sem receber.
E então? É fácil ser amante?
De qualquer maneira, fica a certeza de que, é muito mais tranquilo só amar.
Ou, amar, amante!
Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. ajrettenmaier@terra.com.br

16/09/2009 18h27

A conquista da solidão!

Normalmente o ser humano não pensa nesta vitória quando busca de todas as formas, algumas até um tanto escusas, o sucesso profissional ou pessoal.
Nós somos assim e não adianta negar, e muito menos tentar esquecer a ansiedade e o desejo do sucesso pessoal e financeiro. Que ninguém nos venha agora também com aquela velha frase “Eu não sou assim, não!”, porque para começar e nos desculpem a franqueza, não vamos acreditar, e por isso mesmo estamos dizendo, cuidado com a vitória!
Estamos acostumados a ouvir falar de que determinados grandes nomes do mundo artístico ou dos negócios, de repente entram em depressão, nas drogas, e nos ficamos a perguntar por que, se têm tudo que poderiam desejar! Mas têm mesmo?
Quando iniciamos a nossa luta pela busca do sucesso, da fama, da fortuna, somos insaciáveis, imponderáveis, e alguns chegam a ser até inescrupulosos. Jamais pensamos ou olhamos para o topo da pirâmide a que queremos chegar. A enxergamos sempre, mas não a vemos jamais, ou quando isto acontece, vem só a conquista da solidão.
Sempre se diz que é difícil chegar ao topo da escadaria, mas que para cair é fácil demais, basta um pequeno escorregão! Também só nos daremos conta do preço que teremos a pagar, quando chegarmos ao último. Nunca e em momento algum nos vemos cada vez mais abandonados, mais sozinhos, com menos amigos. A cada lance da pirâmide conquistado, perdemos no mínino dois de nossos lados, e à medida que a pirâmide for sendo escalada, aumenta este número, até que no topo, nos vemos sós. As últimas companhias, amizades e até amores, ficaram no degrau inferior, no nosso penúltimo. Esquecemos deles, delas e subimos sozinhos! Aqueles que ficaram no degrau de baixo, no começo cuidam para que ninguém chegue até nós, como vigilantes cães de guarda, mas depois... Bem depois passam a cuidar para que não tentemos descer até a base da pirâmide. Por quê? Porque agora não podemos mais sentar à mesa do barzinho da esquina no final de tarde para dividir uma caipirinha e muito menos jogar conversa fora entre uma cervejinha e outra. Por termos chegado ao topo não mais podemos fazer parte da turma do bar da esquina, que divide lingüiça frita com farofa ou então aquela bela porção de batatas fritas. Só nos resta então, olhar da janela por detrás da cortina e nos consolar de que eles ainda, não conseguiram a conquista da solidão!
Mas de uma coisa também poderemos ter então certeza. De que eles também sentem que nossa cadeira está vazia, mas infelizmente como dirão que “pobre é assim mesmo! Quando come “mer d’abeia” se lambuza!”
Esta coluna está em setenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior, e á partir desta semana também o JORNAL NOTICIAS DE COTIA, de Cotia-SP comseus 15 mil exemplares. Bem Vindos ao “Fala Sério!”
Colunista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI Associação Gaúcho dos Escritores Independentes. ajrettenmaier@terra.com.br – falaserio2009@hotmail.com

09/09/2009 10h51

Retratos em Preto e Banco... Com saudades coloridas!

Na verdade, uma fotografia em preto e branco como é chamada hoje, nos dá a saudade do retrato.
Faz tanto tempo que não se fazem mais retratos em preto e branco, que quando alguém se arrisca, vira até artista.
Um retrato pode ser no antigo preto e branco, mas quantas saudades coloridas ele nos traz, e é fácil saber por quê!
Quem se vê numa foto preto e branco, dificilmente não tentará lembrar a cor da calça, da camisa, da blusa, da saia ou do vestido. Você lembraria?
Qual, por exemplo, a cor daquele pequeno carrinho de mão de madeira, que você empurrava cheio de gravetos aos quatro anos de idade? Azul com preto, vermelho com preto, verde com amarelo, ou quais cores? Ou não seria ele de uma única cor?
E naquele seu passeio aos dez anos de idade na beira da praia, (ah! O mar pela primeira vez!) qual era a cor de seu maiô?
Como eram mesmo os nomes daqueles amigos que estavam junto com você no retrato em preto e branco na formatura do ginasial? Quem era loiro ou tinha os cabelos pretos, hein?
Por mais antigas que sejam as paisagens que sirvam de moldura, podemos até lembrar a cor de nossas roupas, mas dificilmente vamos lembrar se as rosas do jardim eram brancas, amarelas ou rosas, embora as que aparecem em tom escuro, claro que deveriam ser vermelhas. Sim porque não existem rosas pretas, marrons, azuis e assim só poderiam mesmo ser vermelhas. Mas e a cor do banco da praça? Era cinza, branca, amarela? Não lembro mais. E as madeiras do encosto e do assento, verdes, azuis, vermelhas? Sabem que também não sei?
Como também não tenho certeza se havia sol ou estava nublado, mas pelas sombras que aparecerem parece mesmo que era um belo domingo de sol, e pela posição da sombra, era de manhã. Ou não?
Ah... Mas a cor dos olhos daquela namorada, eu jamais esqueci. Seus cabelos eram pretos puxando para o castanho, ou castanhos quase pretos? Não lembro mesmo. Não me perguntem também se eram crespos ou lisos. Seu vestido era rosa, branco, amarelo ou azul claro? Como vou lembrar? Faz tanto tempo, poxa!
Ah, os olhos! Os olhos? Verdes como duas esmeraldas ou do mar profundo!
O retrato pode estar em preto e branco, mas as saudades, estas, são sim, coloridas. Não? Escritor, colunista e palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.
Esta coluna está em mais de 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.  ajrettenmaier@terra.com.br e fala-serio2009@hotmail.com

03/09/2009 20h11

Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa!

Está mais do que claro de se uma coisa é uma coisa, não pode ser a outra coisa, e claro também que se é a outra coisa, não pode ser a mesma coisa!
Agora se vocês acham que a coisa está ficando complicada nesta coluna, a culpa é de nosso amigo Alcides Raizer que no blog Minhoca na Cabeça postou como comentário de outra coluna, de que existem “certas coisas, coisas certas”. Nós só pegamos o gancho que ele deixou, e por isso uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa! E por favor, não confundam uma coisa com outra coisa.
Parece até que não tenhamos mais nada a fazer do que ficar aqui tentando entender essa conversa de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Mas aí é que entra o “certas coisas, coisas certas”!
É que se não conseguimos fazer certas, certas coisas, muito menos faremos as outras, coisas certas.
Vamos complicar um pouco ainda mais a situação.
Numa declaração de amor, se você escreve “eu te amo” exatamente assim, é uma coisa. Mas se você escrever “Eu Te Amo!”, poxa, é outra coisa. Ou não é? É claro que qualquer um de nós gostaria de receber o segundo, provando que assim, se fazem certas coisas, coisas certas.
Mas também se faz de uma coisa uma coisa e se deixa de lado a outra coisa que realmente é outra coisa. Basta se observar, por exemplo, quando uma noticia corre entre as pessoas de boca em boca. Sempre tem alguém para acrescentar alguma coisa, e assim, certas coisas viram outra coisa, e deixam de ser a coisa certa. Uma briga de marido e mulher então vira a outra coisa quando alguém mete a colher.
Precisamos entretanto ser sinceros e nos perguntarmos quantas vezes ficamos frente a frente com uma coisa que era uma coisa, e outra coisa que era outra coisa. E sermos honestos na resposta para a pergunta se para certa coisa, fizemos a coisa certa.
Até aí teremos que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, com certas coisas e coisas certas, ou devemos pelo menos tentar com uma coisa ou outra coisa, fazer de certa coisa, coisa certa.
Um abraço! Até semana que vem!
Escritor, cronista e palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.
Esta coluna está em setenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.
ajrettenmaier@terra.com.br, fala-serio2009@hotmail.com

26/08/2009 16h17

Nem tudo que brilha é ouro, ou lata.

Esta máxima de lição de vida também me foi dada, quando ainda meninote, da boca do velho Nego Cacimba. E constatei depois, no decorrer dos anos de vida, de que na maioria das vezes é exatamente assim que o ser humano classifica as coisas, a vida, as pessoas e as situações.

Ou é ouro, ou é lata! Mas nem sempre reconhecem a imagem de que as duas à luz do sol têm quase o mesmo brilho. E mais ainda, desconhecem a existência da prata, do bronze, do aço, do ferro.
Entretanto, é preciso que se diga que aqueles que pretendem ver em tudo só os dois extremos em suas classificações especialmente no olhar os semelhantes, põe nos dedos alianças que mais tarde simplesmente descascam, porque a jóia não passava de ferro banhado em latão. Mas brilhava como ouro puro!

Para a prata existe só a possibilidade de que, talvez até fosse bom, mas não é ouro. E alguns até se contentam com a prata já que não podem ter o ouro, e também se iludem e mais tarde descobrem que tudo não passava de aço ou ferro bem niquelado ou inoxidado. Imaginem que o brilho dourado e bem polido do bronze os deixa cegos para descobrir o engano.

Recordo bem que o Nego Cacimba disse também que nem tudo deve ser somente ouro, porque senão dizia ele, porque existiriam a prata, o bronze, o aço e o ferro? Isto é o óbvio diríamos nós, mas hoje eu sei que todo tem sua razão de ser. Que na maioria das vezes um completa o outro, quando não o substitui, porque todo tem alguma fraqueza ou deficiência na hora da apresentação ou do uso.

É por isso que na maioria das vezes, a sedução do brilho do bronze ou latão não deixa alguns descobrirem que seus dedos não carregam ouro. Sempre, tarde demais!

Mas como sempre tinha uma tirada final para tudo que dizia, o Nego Cacimba acabou de falar sobre o brilho dos metais, falando de sua velha panela de alumínio, metal que ele parecia ter esquecido até aquele momento: “É por isso que sempre a deixo brilhando todos os dias, para que me dê a cada dia, de seu fundo reluzente, o alimento que preciso para o corpo e a alma. E pode ter certeza, que a comida brilha muito mais do que todo ouro do mundo!”

Escritor, colunista e palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

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19/08/2009 08h19

Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta!

Segundo o Éder Varela em sua Coluna idestaque.com. br no nosso parceiro “A Voz de Brusque”, de Brusque em Santa Catarina – Brasil, essa é uma das maiores mentiras do mundo, no que ele não deixa de ter razão, e embora não saiba qual o motivo de sua bronca vou aproveitar o gancho para usar a idéia para nossa coluna desta semana.
Infelizmente, queiramos ou não, sempre acabamos sendo vítimas totalmente passivas dos que gostam de nos aplicar engodos. Bonito dizer assim, não?
Ainda não encontrei quem insatisfeito com algum show, produto ou serviço, que reclamasse e por insatisfeito, tivesse seu dinheiro de volta.
O cantor pode desafinar, o ator errar o texto, e daí? Ele estava numa noite infeliz!
Se comprarmos um produto qualquer em promoção, nada de reclamação, porque nem troca por outro perfeito e muito menos devolução do nosso dinheiro.
Se for pelo conserto de um carro ou eletrodoméstico, as coisas são bem diferentes. O que está dando defeito agora, não é a mesma peça de antes. Aliás, quando você levou seu bem do conserto, ele já sai quase sempre prontinho para voltar logo, logo, mas com um defeitinho diferente. O anterior tinha garantia, mas esse defeito é outro!
Mas a situação se torna ainda mais complicada quando se fala de amor! E como fica hein? Não tem como voltar! Devolver cartas, presentes, como os namorados de antigamente até pode acontecer. Mas e os beijos, carinhos, carícias, prazeres, abraços, como buscar de volta? Se não tiver satisfação garantida, nada de volta. E o pior é que na separação, vai se perder ainda mais do que investiu na união ou na formação da parceria.
Dinheiro de volta no rompimento de uma sociedade então, é ruim hein? Acordo então, nem se fala, quase impossível!
Mas pensando bem, se esta frase não fosse mesmo tão mentirosa, imaginem se a pudéssemos aplicar também na política, mudando um pouco seus termos para, satisfação garantida ou seu voto de volta!
Só se fosse possível o voto mesmo, porque o dinheiro esqueça!
Só não vale fazer como alguns espertinhos que compram um livro, um cd, DVD, aproveitam e depois querem devolver porque não gostaram.
Imaginem isso no amor!
É ruim, hein?
Realmente, então temos que concordar que a frase é mesmo uma das mais mentirosas do mundo, porque mesmo sem a satisfação garantida, também não traz nada de volta!
Um abraço, até semana que vem!
Membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.
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05/08/2009 14h21

Eu não creio em bruxas mas...

Todos dizem que existem, e até se pode concordar, conforme o ponto de vista de se reconhecê-las.
Existem as bruxas más, como aquela da estória da Branca de Neve, e que invejosas e cheias de artimanhas normalmente se escondem atrás da beleza de um espelho para enganar e sacrificar suas vítimas, embora na maioria das vezes, também acabam se dando mal. Dizem as más línguas que a madrasta de branca de Neve teria usado a maçã para envenená-la porque o esquema também deu certo com Adão e Eva no Paraíso, mas seria então a serpente que deu a maçã a mulher, também uma bruxa? Por que não? Pelo sim, pelo não, parece que depois do Paraíso ninguém mais resistiu à vontade de dar uma mordidinha nas doces maçãs do mundo. Eva então sem saber cometeu uma injustiça ao dizer ao Criador que “A serpente me enganou!”, e nós já daquela época temos o exemplo de como as bruxas sãos espertas e maldosas.
Existem ainda outras que além de narigudas e más, não conseguem esconder seu maior pecado que é a gula, como na estória de Joãozinho e Maria, e tarde demais resolvem fazer um regime.
Um exemplo de que as bruxas más sempre se dão mal, está em Patópolis, onde as duas bruxas-tontas Magda Patológica e Madame Min nunca alcançam sucesso nas tentativas de roubar Número Um do Tio Patinhas, sua moedinha da sorte. Quem sabe se um dia unissem as forças e depois de alcançar a moeda fizessem cara ou coroa com a mesma para ver quem ficaria com ela, não teria mais sucesso? É o mais claro exemplo de que até entre as bruxas a lei do Gerson fala mais alto, e assim, não há poção sequer com milhões de asas de morcegos que funcione.
Mas existem as boazinhas que de tão queridas que são, parecem fadas, se é que estas existem! Mas isto só até terem chance de mostrar suas unhas, o que para suas vitimas é sempre tarde demais. Estas na maioria das vezes não usam nem poções nem maçãs! São espertas!
Seus belos olhos, o sorriso terno em seus lábios provocativos, o carinho calmo e o abraço de um calorzinho todo especial, são suas armas.
Elas não usam aranhas para fazer suas poções, mas para ajudá-las no tecer suas teias de fios dourados de sonhos e vermelhos de paixão. São tão ardilosas que não usam asas de morcegos para fazer algum pozinho venenoso, mas o néctar recolhido pelos colibris para transformar o sabor de seus beijos em poções inebriantes de paixão e amor.
De qualquer maneira nós pobres mortais ficamos entregues e a mercê destes encantos, feitiços e perigos.
Elas não são as bruxas boazinhas?
Então, tudo bem!
Até porque se aparecer uma maçã com sabor de néctar de colibris na minha frente agora, desculpem, mas eu...
NHAC!
Eu não creio em bruxas, ora!
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15/07/2009 15h50

Cadê minha neve?



Meio dia de segunda-feira e meu almoço é interrompido pelo toque do celular. Resolvo atender porque nunca se sabe, mas logo me assusto porque do outro lado senti que a voz era de pura irritação. O Boca de Caçapa estava irado, mas irado mesmo, não como alguns dizem na gíria:
“Ô meu, quero saber de você prá quem reclamar!” “Mas reclamar de que?” perguntei eu. “Da neve que nóis esperou e não veio, véio!” “Mas que neve meu? O que houve?” eu queria saber. “Olha aqui, ó! Minha mulher queria ir ver o show do Roberto Carlos em Porto Alegre, certo?” Isso ele já havia me dito, mas eu não conseguia entender o que o show do Rei tinha a ver com a neve!
“Escuta aqui, meu! Você não ouve rádio, não assiste TV e nem lê jornal não, cara?” Falei que claro, ora! Pelo jeito o enrosco estava cada vez maior e eu resolvi achar o fio da meada. “Ô Boca! O que tem a ver o show do Roberto, com rádio, TV e jornal? Posso saber?” “Mas você já devia saber, meu!”
Senti-me chamado de burro e não agüentei. Sabendo que quando meu amigo estava desse jeito, só lhe dando um estouro para que saísse logo o que queria dizer, e não me fiz de rogado. “Pode me dizer de uma vez por todas o que está acontecendo, cara?” “Te conto cara, te conto cara! Na quarta feira a muié encheu o saco para que eu comprasse os ingressos para o show do Roberto Carlos. Mas na quinta feira quando uma TV anunciou que iria nevar no final de semana em Gramado e Canela pirou! Acordou-me cedo, anunciou em alto e bom tom que não queria mais o show do Roberto, mas ir para a Serra ver a neve! Tive que pegar o carro e correr para lá para conseguir reserva numa pousada, meu! E foi uma briga, porque depois do anúncio, todo mundo queria ir para lá, para ver a neve! Imagina só!” “Tá e daí? Qual a motivo de toda a bronca?” “Propaganda enganosa meu, propaganda enganosa meu! Porque tiver que alugar pelos três dias do fim de semana, sexta, sábado e domingo, senão nada feito. E uma diária cara meu, que só você vendo! Os nego metem a mão mesmo!” “Tá, e daí? Onde está a propaganda enganosa?” “Ora meu chapa! A neve que era para vir na sexta ficou para o sábado e sábado, ficou para domingo e domingo, domingo meu, anunciaram na TV que ela iria cair só nas cidades mais pro norte do estado, lá prá cima, divisa com Santa Catarina. E nóis ali, na serrinha gaúcha querida! Cheguei a ficar com dor no pescoço olhando prá cima a madrugada toda para chamar a mulher que dormia enquanto eu esperava a neve chegar, cara!” “É... vocês deram mesmo muito azar, né Boca?” “Azar uma pinóia! Eu to achando que o pessoal da serra paga prá eles anunciar neve e encher os hotel meu! E os trouxas como eu ainda cai na deles. Meu consolo é que tinha trouxa até do Ceará!”
Tentei argumentar com o Boca de que nem sempre as previsões do tempo dão certo, que o pessoal aqui prevê uma coisa e São Pedro lá encima resolve mudar de opinião, e aí dá zebra! “Não te faça de besta meu!” Sobrou prá mim. “Tu tá querendo tapar o sol com a peneira cara! O pior é que nem o Procom pode fazer alguma coisa! Mas no dia em que eu morrer vou pegar então São Pedro pelas goelas e ele vai ver o que é bom! E o pior é que a mulher agora, me sai com essa! Já que não teve neve agora quero ver o Roberto! E eu que me dane né? Tchau!” E educadamente como sempre, desligou no telefone sem me dar chance de responder.
Certo está o Tonhão, que me ligou da fortaleza para dizer que de manhã pega seu chimarrão, a cadeira de praia e vai para a areia apreciar a “paisagem”! “E que paisagem!” gritou ele.
Um abraço! Até semana que vem!
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09/07/2009 21h57

Não acredito! Parece um sonho!


Mas... Hei! Acorde!
Pode estar sendo verdade sim, e esse sonho pode estar se tornando realidade.
Cuidado meu amigo ao pedir que alguém lhe belisque para ter certeza de que está acordado. Acontece que se você for casado e ele lhe beliscar com muita força e ficar uma marca, será difícil explicá-la depois. Não se deve esquecer que tem aqueles que gostam de dar o beliscão da inveja de sua sorte, e ao dá-lo com força procuram pegar um pouquinho dela prá eles.
Não sei bem o que acontece com alguns que buscam um sonho a vida inteira, sonham com ele de olhos abertos, e quando estão prestes a realizá-lo, parecem ter medo e dele começam a se esconder. Na certa vocês dirão que pode ser insegurança, medo de que dele se acorde antes de o mesmo se concretizar.
Mas será que não terá valido a pena sonhar durante tanto tempo com ele? Se valeu, por que agora esse medo de tocá-lo, senti-lo vivo na gente?
É a mesma coisa que passar dias sonhando com uma centena clara, e na hora de apostar, marcar outra. Quanta vontade de sofrer ao ver no sorteio das dezoito, ver aquela do sonho, dar na cabeça! Nada mais fez do que jogar seu sonho pela janela! E se contou no barzinho ainda a centena que sonhou, e algum esperto jogou seco e prá valer? Ah... Você vai ficar sabendo. Claro que vai! Ora se vai! Não culpe o azar, nem a janela de sua vida ou de seu dia, porque quem jogou o sonho fora foi você!
Não sei se meu amigo Astrogildo, nosso psicólogo de plantão explicaria isso, mas o mais provável é que por não acreditar em si mesmo e na sua própria capacidade de ser feliz, prefere usar uma agulha bem comprida e de fina ironia, para explodir seu balãozinho.
Puuuuffff!!!!
Pronto! Este não incomoda mais!
E daí! O que os outros têm com isso! O sonho era dele e pronto! Ninguém tem nada a ver com isso!
Ele poderá ter outros sonhos, sonhar milhares de outras centenas, e jogar se quiser. Não importa se elas tem algum rosto de homem ou mulher, a porta do sucesso profissional ou pessoal.
Ele explodirá tantos balões de sonhos quantos quiser.
E você? Vai explodir os seus?
Você que sabe!
Um abraço, e até semana que vem!
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01/07/2009 20h49

Vocês vão ter que me engolir! Ou ele ou eu!

Não raro se ouvir uma destas duas sentenças, ou até mesmo as duas juntas como se fosse uma só! O difícil, entretanto, é ter como resultado positivo a vontade de quem a ou as diz.
A primeira sempre aparece quando alguém almeja e consegue um determinado cargo ou posto, mesmo que a maioria saiba e diga que não seria o ideal. Conquistado o desejo, vem a malfada prepotência do: “Vocês vão ter que me engolir”! Só que não sabe ou descobre tarde demais que não foi engolido, mas ficou entalado, e quando acaba sendo de fenestrado do poder, é regurgitado sem a menor cerimônia, e sua saída não tem a mínima pompa e importância que ele pode até ter se dado, na chegada. Será somente mais uma de tantas vezes, vitima de sua própria arrogância e tão decantada, mas definitivamente desmascarada capacidade profissional ou pessoal.
O mais incrível é que é capaz ainda de convencer mais alguns a cometerem o mesmo erro, mas como sempre, a máxima de que se pode enganar muitos por muito tempo, mas não todos, o tempo todo, vai fazer com que tarde demais aprenda, no total ostracismo, que é hora, ou seria, de se reciclar ou ativar a autocrítica.
Tarde demais para descobrir de que nem ele mais consegue se engolir.
O pior é se ainda lembrar que na sua saída, ouviu aquilo que sempre escutam os penetras e malas quando se vão de uma festinha. “Já vai?” “Graças à Deus!” Mais duro ainda é ouvir no lugar do “Já vai”? , o “Já foi? Tarde demais!”
Já aqueles que colocam as situações da vida pessoal ou profissional no “Ele ou Eu!”, dificilmente tem nos outros a escolha da segunda opção. Normalmente também, aqueles que preferem o “eu”, tarde demais resolvem recuperar o tempo e a verdade no “ele”. Nem sempre o ele estará ainda à disposição, ou o que mais é ainda mais difícil de aguentar, disposto a voltar!
Em termos profissionais, o tal do “ou ele ou eu”!, sempre soa por parte de quem diz, falta de segurança, competência ou até mesmo, de caráter. Seja no ambiente familiar ou de trabalho, o eu, sempre será uma forma de chantagem emocional, e a fórmula exata para em caso de sucesso, alcançar um apoio incondicional e sem restrições para todas próximas atitudes.
Por falar no tal do “ou ele ou eu”!, quando comecei a namorar, aprendi com um velho tio de que jamais deveria dizer ou exigir, com esta máxima, a decisão de uma mulher. Ao perguntar porque, ele simplesmente disse. “Ela vai sempre ficar com “ele”, por achá-lo mais fofinho, mesmo que não seja!”
E não é que é mesmo? Tinha uma namorisco que não me interessava, fiz uma cena de ciúmes e coloquei a frase, entre um concorrente que não existia e eu. Perdi para o fantasma!
Ainda bem!
Sempre que ouço o “Ou ele ou eu!”, saio de perto. Já sei que o eu, dançou!
Um abraço! Até semana que vem!
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24/06/2009 17h47

O difícil, como vocês sabem, não é fácil!

Que sentença mais absurda, será nossa primeira reação, e ainda mais se nos lembrarmos de que foi dita pelo eterno presidente do seu “Curintia” Vicente Matheus, em entrevista coletiva durante uma das tantas crises pelas quais passou o clube em sua gestão.
Ora, é difícil, não pode mesmo ser fácil, diremos todos nós.
Ah é, é?
Mas parece que o folclórico ex-presidente do timão, tinha até uma boa dose de razão, já que tudo depende da maneira como encararmos esta sentença, e hoje, a cada dia que passa se torna mais difícil o fácil.
Nas relações entre os seres humanos, seria bem fácil o diálogo, a compreensão e o entendimento para a solução de problemas do dia a dia, bem como também das diferenças sociais e políticas. Mas eles estão cada vez mais longe, e com isto, o fácil fica difícil, e por isso o difícil, como vocês sabem, não é fácil!
Nas regras da sociedade, o que deveria ser tão fácil como respeito pelo direito dos outros, é difícil! Não é fácil respeitar aos mais velhos. E muito difícil mostrar que podemos sentir carinho pelos outros!
É muito difícil não ser fácil para a oferta das drogas, e enveredar por um caminho em que entramos já sabendo o quanto não será fácil também sair.
Na questão da ética e da honestidade então, o difícil, como vocês sabem, não é fácil.
Como é difícil não ser fácil! Embora se saiba que o costume do cachimbo põe a boca torta, depois da primeira vez nada mais é novidade. O difícil, portanto, é resistir pelo menos à primeira vez, que como vocês sabem, não é fácil! Até porque o fácil será sempre depois a difícil cobrança a se receber, se por acaso resolvermos ser difíceis.
Assim também acontece com o irresistível conquistador. Meu amigo Toninho é um inveterado que sempre jurou se corrigir, mas afirma que é difícil resistir a uma nova conquista, porque como vocês já sabem, não é fácil! Ah... como é difícil resistir aquele perfume de tão fácil identificação! E se foi tão difícil conquistar, como desistir fácil? E mais uma vez vamos concordar, que só que diante de tantas conquistas, vocês sabem, o difícil é se decidir por uma, e isso, não é fácil! Talvez seja por isso que até hoje esteja à procura da mulher ideal.
E aquela mulher que sempre e em todas as segundas-feiras inicia um novo regime! Mas como vocês sabem, o difícil é resistir à tentação de tantas coisas deliciosas, o que não é fácil! É difícil não sentir inveja do corpo da amiga, que não tem aquelas gordurinhas na cintura. Não é fácil!
Já me garantiu o Boca, que embora não goste, é difícil não se meter em uma confusão. E garante, “Olha meu, não é mole não, não é fácil!” E ele continua. “Então como é que você vai querer que um político faça o mais difícil? Pô, meu! Não é fácil!” Por sinal, nas últimas eleições ele não teve um voto sequer! Ele votou no compadre que se elegeu.
E então? O difícil, vocês sabem agora, não é fácil!
Ou não?
E a partir desta semana, nossa coluna também na Araucária Notícias, de Araucária – PR. Em Bom Retiro – RS muda de nome o Nossa Noticia, que passa a ser o Jornal Correio do Sul, regional com abrangência nos vales do Taquari e Rio Pardo em vinte municípios.
Um abraço, e até semana que vem!
Colunista, escritor e palestrante membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Gaúchos.
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